Pinus patula é uma espécie facilmente identificada pelas acículas verde-pálidas, finas e pendentes, casca grossa, acinzentada e fissurada na base e casca fina marron-avermelhada e desprendendo-se em escamas na parte superior. Nas árvores maduras, a casca é espessa, com fissuras verticais profundas na parte baixa do tronco. Na parte mediana e superior, a casca é fina, escamosa e de cor vermelha amarelada. Pinus patula ocorre no México, em regiões com altitudes entre 1.500 m a 3.100 m, ao longo da Sierra Madre oriental, e apresenta o melhor desenvolvimento em solos úmidos e bem drenados, em locais com precipitação média anual entre 1.000 mm e 1.500 mm. No Brasil, o melhor desenvolvimento de P. patula se observa em regiões de grande altitude (900 m ou mais) como na Serra da Mantiqueira, no Nordeste do estado de São Paulo e Sudeste de Minas Gerais, Sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e Nordeste do Rio Grande do Sul. O excesso de chuvas no inverno torna as plantas vulneráveis à geada, especialmente na fase de mudas, e ao ataque de fungos nas acículas e em ferimentos na casca. Em ambientes de baixa altitude e com temperaturas mais elevadas do que nessas regiões, esta espécie tende a produzir árvores de baixa qualidade, com grande número de ramos grossos e persistentes, além de baixo crescimento em altura. Nesses ambientes, esta espécie é altamente vulnerável ao ataque de lagartas do gênero Glena (ordem Lepidoptera) que, em surtos, podem devorar, totalmente, as acículas. Outro problema, nesses locais, é a maior vulnerabilidade ao ataque de fungos nos brotos terminais e em ferimentos na casca, prejudicando, totalmente, o desenvolvimento das árvores. |