Qual é a vantagem das mudas produzidas em tubetes p/ os outros recipientes?

    O sistema de produção de mudas em tubetes está cada vez mais utilizado, tendo como objetivo melhorar a qualidade da muda e incrementar a produtividade dos viveiros.

As funções básicas dos tubetes são:

Biológica - propiciar suporte e nutrição às mudas, proteger as raízes de danos mecânicos e da desidratação, molda-las em forma favorável para o desenvolvimento das raízes, bem como maximizar a taxa de sobrevivência e crescimento inicial após o plantio, além de estender a época de plantio.

Operacional - racionalizar o manejo no viveiro, viabilizando a mecanização de quase todas as fases, o enchimento das embalagens, a semeadura, a classificação e o transporte das mudas, além de um maior rendimento no plantio posterior

Vantagens do sistema de tubetes:

• Menores dimensões do torrão (diâmetro) favorecendo o processo produtivo (maior eficiência), o transporte e o plantio;
• Boas condições de assepsia , reduzindo os riscos de ocorrência de doenças;
• Melhor qualidade para o sistema radicular.

Qual a diferença entre semente ACS, APS e CLONAL?

 ACS (Área de Coleta de Sementes) – povoamento comercial ou espontâneo em que se procede à seleção de árvores para coleta de sementes, não sendo retirados os indivíduos inferiores.

APS (Área de Produção de Sementes) – povoamento superior selecionado e desbastado, removendo-se as árvores não desejáveis, e a seguir convenientemente cultivado visando florescimento e produção abundante de sementes.

PCS (Pomar Clonal de Sementes) – Pomar para produção de sementes, formado por árvores propagadas vegetativamente ou clones (grupos de plantas geneticamente idênticos, oriundos assexuadamente de um único indivíduo ou antecessor comum).

Qual é o padrão das mudas indicado pela embrapa?

As mudas devem estar vigorosas, com a copa bem formada e o sistema radicular vigoroso.
Após o final da fase de rustificação, as mudas deverão ser, novamente, selecionadas e padronizadas. As que estiverem fora do padrão estabelecido deverão ser retornadas à fase de rustificação ou, eventualmente, de crescimento. Como padrão de muda adequada ao plantio, recomenda-se adotar os seguintes níveis críticos:

1. altura da parte aérea: 14 a 15 cm;   
2. diâmetro do colo: 3 a 4 mm.

Quais as espécies de mudas florestais são encontradas no Viveiro TERRAPINUS?

Pinus Taeda
Pinus Elliottii
Pinus Patula
Eucaliptus Benthamii
Eucaliptus Dunnii
Eucaliptus Viminalis
● Eucaliptus Grandis
Cryptomeria Japonica
Cupressus Lusitanico
Araucária Angustifólia

Quais as espécies de eucalipto são mais resistentes a geadas severas e freqüentes?

As regiões sujeitas à geadas, no sul do Brasil, apresentam sérias restrições ao desenvolvimento de muitas espécies do gênero eucalyptus, destas as mais indicadas são; Eucalipto benthamii, Eucalipto dunnii e Eucalipto viminalis.

A Embrapa Florestas introduziu e vem estimulando o plantio de Eucalipto benthamii, principalmente nas áreas com altitudes superiores a 800m.

Em pesquisas realizadas pela Epagri/SC, o Eucalipto benthamii no 10° ano apresenta a IMA (Incremento Médio Anual) em torno de 85 m3/ha/ano, podendo chegar a quase 100 m3/ha/ano e suporta temperaturas mínimas próximas a -6°C.

Já o Eucalipto dunnii apresentou IMA em torno de 80 m3/ha/ano e também resiste a baixas temperaturas.

O que é rustificação das mudas?

A rustificação das mudas é feita com o objetivo de prepará-las, fisiologicamente, para suportar o choque do plantio e as adversidades ambientais das primeiras semanas que o sucedem. As mudas deverão estar preparadas, com reserva nutricional que lhes possibilite o pronto crescimento, bem como a tolerância aos estresses (falta de água, retirada dos tubetes e transporte). Algumas práticas de rustificação das mudas, envolvendo controle do regime de água e adubação, podem minimizar esses problemas.  (Fonte: Embrapa)

Como é feito o acondicionamento e expedição das mudas?

As mudas podem ser expedidas de duas maneiras:

1. com o tubete, nas bandejas metalicas; MOSTRAR FOTO

2. sem o tubete, enrolados em tiras de plástico, denominado de “rocambole”.

Qual é o espaçamento mais adequado para o plantio?

O espaçamento influencia na taxa de crescimento, na qualidade da madeira produzida, na idade de corte, nas idades e intensidades de desbaste requeridas, nas praticas de manejo e, consequentemente, nos custos de produção. Essa variável é, provavelmente, uma das mais importantes para a qualidade e produtividade da matéria-prima a ser produzida. O espaçamento afeta, fortemente, o crescimento diamétrico do tronco das árvores e, como está associado à densidade populacional, afeta, também, a intensidade de uso dos recursos hídricos e nutricionais do solo, bem como da luminosidade disponível na área. Se a densidade de plantio for demasiadamente elevada (espaçamento restrito entre árvores), tais recursos não serão suficientes para atender a demanda do povoamento, acarretando decréscimo no volume e na qualidade da madeira produzida na área. Se a densidade for demasiadamente baixa (espaçamento amplo entre árvores), as árvores não aproveitarão todos os recursos disponíveis e haverá menor produção por área. Portanto, o planejamento da densidade de plantio deve ter como base a obtenção do máximo de retorno por área. Normalmente, usam-se espaçamentos variando entre 3 m x 2 m e 3 m x 3 m que possibilitam tratos culturais mecanizados. (Fonte: Embrapa).

OBS: Na região de Lages/SC, normalmente usa-se o espaçamento 2,5 x 2,0 para pinus e 3,0 x 2,5 para eucalipto.

Como devo proceder em relação à adubação das mudas?

Não existem recomendações de adubação baseadas apenas nas análises de solo, e especificas para as diferentes espécies florestais plantadas nos diferentes tipos de solo. De maneira geral, pode-se recomendar a seguinte adubação:

Interpretação dos teores de P e K no solo, com base nos resultados da análise química.

Recomendação de adubação com fertilizante mineral para eucaliptos, com base nos teores de P e K do solo.


B= baixo; M= médio; A=alta

As quantidades de adubos sugeridas são com base em um plantio no espaçamento 3m x 2m, o que representa uma população de 1666 árvores/ha.

Adubação de plantio

A regra é colocar o adubo o mais perto possível da muda. O adubo pode ser aplicado na cova ou no sulco de plantio. No primeiro caso o adubo deve ser colocado no fundo da cova antes do plantio, bem misturado com a terra para evitar danos à raiz das mudas No segundo caso o adubo é distribuído no fundo do sulco de plantio, aberto pelo sulcador, ou outro implemento agricola.

Adubação de cobertura


Embora não seja uma prática comum a adubação de cobertura é indicada, pois ela complementa a adubação de plantio. No caso de não se fazer a adubação de cobertura,  a quantidade recomendada para  plantio e cobertura devem ser aplicadas no ato do plantio .
A adubação de cobertura é feita aproximadamente 3 meses após o plantio. O adubo é distribuído ao lado das plantas, em faixas ou em coroamento. Após aplicação é recomendado cobri-lo com terra.

Adubação de manutenção

Tem como objetivo fornecer K, Ca e Mg para as plantas. Deve ser aplicada quando as plantas tiverem de 2,5 a 3,0 anos de idade. Nos caso de solo muito ácido ou baixos teores de Ca e Mg, é recomendando aplicar juntamente com o potássio, o calcário dolomitico na quantidade de 2,0 toneladas por hectare.
A aplicação é feita distribuindo o adubo e o Calcário entre as linhas de plantio. Após aplicação deve fazer uma incorporação superficial, isto é, a aproximadamente 5,0 cm de profundidade. (Fonte: Embrapa)